O pastor Silas Malafaia
não está intimidado com as ameaças do nudismo do Grupo Gay da Bahia
(GGB), nem com o abaixo-assinado que está circulando nas redes sociais
para a retirada do seu título de cidadão soteropolitano. ”Eu não tenho
medo deles e vou estar aí para receber meu título. Estou só esperando
as eleições passarem”, afirma. “Eu estou gostando dessa polêmica. Vai
ficar provado quem são os verdadeiros intolerantes, quem é que não
suporta crítica”, disse o pastor ao jornal baiano.
Segundo a imprensa local, desde que a
Câmara divulgou a homenagem ao pastor Silas a militância gay da cidade
vem se mobilizando contra a entrega do título. Por meio da internet os
ativistas procuram militantes para tumultuar e tentar impedir a
cerimônia, além de enviar mensagens para a página da Câmara pedindo o
cancelamento da sessão.
Na reportagem, pastor Silas nega a
acusação de ser homofóbico e acusa a comunidade gay de querer
privilégios. “Não tenho preconceito contra homossexual, sou contra a
prática. Você pode ser contra a prática evangélica e não ter
preconceito contra as pessoas evangélicas. A comunidade gay é que é o
grupo social mais intolerante da pós-modernidade. Eles querem ter
direito de xingar e achincalhar, mas qualquer um que fale alguma coisa
é logo tachado de homofóbico. Eu tenho uma opinião contrária e ela não
pode ser cerceada”.
Os ativistas do GGB receberam apenas o
apoio do deputado federal Jean Willys e da Comissão de Diversidade
Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil. A referida comissão disse que
entrará com um requerimento junto à Câmara de Vereadores por causa da
falta de regimentalidade, alegando que ‘Silas Malafaia não teria
prestado relevantes serviços à cidade’. Os artistas convocados pela
militância gay para dar apoio à causa (Caetano Veloso, Gilberto Gil,
Preta Gil, Ney Matogrosso e Marina Lima), conforme publicado pelo
jornal A Tarde nesta terça-feira (18), não se manifestaram.
Justificativa da homenagem
O vereador Heber Santana, autor do
projeto que concede o título de cidadão soteropolitano ao pastor Silas
Malafia, justificou a honraria pelo fato do pastor ser um “líder
cultural” da comunidade evangélica.
“O pastor Silas tem sido porta-voz de
um modelo de sociedade que respeita a família e a vida. Em 2009, ele
organizou o evento Vida Vitoriosa que levou a Palavra a várias
pessoas”, argumenta o vereador. E o próprio pastor Silas emenda: “Estou
há 30 anos na TV resgatando pessoas das drogas, da marginalidade. Eu
fiz um dos maiores eventos públicos de Salvador. Devo receber o título
em consideração a toda comunidade evangélica”.
Santana defende a manutenção do título.
“Alguns cidadãos gays já receberam títulos na Câmara e a bancada
evangélica não gostou, mas não tentou impedir”.
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Fonte: Portal A Tarde
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